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Mensagens

A mostrar mensagens de Janeiro, 2007

...

Enquanto esperava olhei para uma das prateleiras mais fascinantes do meu quarto. Ainda tinha tempo. Procurei. Apesar de não saber dizer o que procurava assim que o meu olhar poisou nele descobri, naquele instante, que era ele que eu queria. Sentei-me e ali fiquei durante algum tempo (o suficiente para reencontrar estas palavras que agora transcrevo).

"A menina pôs a sua cabeça dentro do cálice da rosa e respirou longamente. Depois levantou a cabeça e disse suspirando:
- É um perfume maravilhoso. No mar não há nenhum perfume assim. Mas estou tonta e um bocadinho triste. As coisas da terra são esquisitas. São diferentes das coisas do mar. No mar há monstros e perigos, mas as coisas bonitas são alegres. Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas.
- Isso é por causa da saudade - disse o rapaz.
- Mas o que é a saudade? - perguntou a Menina do Mar.
- A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora.
- Ai! - suspirou a Menina do Mar olhando para a terr…

Weblogs na Educação: 3 Experiências, 3 Testemunhos

Sábado, 3 de Março das 10 às 13 horas
Anfiteatro da Escola Superior de Educação de Setúbal


Mais informação aqui.
Inscrições online até dia 28 de Fevereiro de 2007

Novas Páginas na Vida de uma Prof.

Poderia afirmar que vir trabalhar para Lamego foi o abrir de uma nova página na minha vida, com óbvias mudanças a nível profissional e pessoal (não é isto que se costuma dizer?!). Mas foi muito mais do que isso. Eu diria até que vou acrescentando novas páginas num capítulo que tem tido algum destaque nestas últimas semanas. Passo a explicar. Depois de descobrir o uso efectivo de meias-calças por parte de grande parte da população feminina, de perceber que Lamego tem quelhos e alguns bem pitorescos... eis que me revelam uma razão para prolongar a minha estadia em Lamego durante mais tempo do que possa imaginar. E a razão?! (o renovar do contrato não era mal pensado!). A razão apontada é o hipotético aparecimento de um laracho, quando menos esperar. "Um quê?!"(exclamei!) "Eu lá quero que esse nome estranho apareça na minha vida! Ainda mais sem eu esperar?!!!!" (pensei) E perante os sorrisos divertidíssimos de quem já aqui está há mais tempo do que eu, lá me explicaram...

A Par e Passo até ao Trabalho de Projecto

Devagar, devagarinho, as alunas vão dando as mãos e juntas vão ganhando coragem para enfrentar o desconhecido. Algumas já se atreveram a iniciar a caminhada. Outras ainda estão um pouco renitentes. Talvez precisem de tempo, talvez necessitem de se sentir mais seguras, talvez precisem mais de mim...
E eu, a par e passo com elas, vou aprendendo a ensinar o que é Educar.

Ecos

Já era de manhã. Abri a janela e a Serra falou comigo. A água do riacho brincava por entre as pedras. Os pássaros cantavam nos pinheiros. As ovelhas caminhavam no vale fazendo ecoar os guizos que traziam consigo. Ao longe o galo cantava tardiamente. O cão, de uma casa distante, ladrava. A aragem fresca da manhã, o branco que oculta os limites da Serra e a faz entrar pelo céu, o verde que me circunda, fascina e ao mesmo tempo aprisiona...

"Oh Professora..."

Eu até já andava desconfiada mas ninguém dizia nada e eu pensava... "deve ser impressão minha". Ficava caladinha quando parecia que tinha acontecido e pensava "ou ninguém dá por isso ou é mesmo impressão minha!". Pois! As minhas suspeitas hoje confirmaram-se. Não era impressão minha. E alguém deu mesmo por isso!!!
Esse alguém, um pouco tímido e como que a dizer "desculpe dizer-lhe mas...", exclamou:

"Oh Professora... já fala com sotaque!"

Eu sabia! Eu sabia!
Há quase 6 meses no Norte e ainda não tinha apanhado o sotaque?!Algum dia tinha que ser... Mas segundo parece ainda não troco o V pelo B. Continuo a dizer Viseu e Lisboa! (Estou ligeiramente mais descansada)

Finalmente

Terminei e entreguei a Dissertação de Mestrado!!!


Hoje já vou dormir mais descansada. Boa noite...

Hoje há chá com arte e letras

(porque gosto de chá... porque hoje reencontrei esta frase por acaso... porque descobri este quadro e não andava à procura dele)
Jackson Pollock The Tea Cup (1946)
"Sou um bebedor de chá. Um amador, um amigo, um apaixonado, ligado pelo coração a essa bebida do Sol e da chuva, das montanhas e dos vales felizes, da bruma e das nuvens, da terra e do suor dos homens, do sorriso e da liberdade." Gilles Brochard

Conversas de collants!

Este não é um blog de moda, aqui não damos dicas do que vestir para parecer mais esbelta e elegante ou o que deve usar quando for ao tal jantar especial... (deixo este assunto para quem realmente percebe dele!)


Então... porquê "Conversas de collants"?!

Porque... hoje estive num Jardim-de-infância e as crianças estavam sentadas com uma aluna minha a conversar sobre o Inverno. E entre o frio para cá... e a neve para lá... chegaram ao cachecol e ao gorro... às calças... e às meias-calças...

E eu, Lisboeta, alfacinha, citadina... a imaginar...


Até que a minha aluna mostra umas imagens e... o cachecol e o gorro para aqui... e as calças para lá... e as meias-calças para acolá...

E eu... Lisboeta... Alfacinha... Citadina...
"As meias-calças são... collants!!!"

E as meninas mostravam as suas meias-calças coloridas, às riscas, com bonequinhos..
E eu, a Educadora e as Alunas... riamos perante a minha brilhante descoberta!



E amanhã levo as meias-calças castanhas ou aquelas que têm um…

Como quem costura um conto...

... é a proposta da APEI(Associação de Profissionais de Educação de Infância)no Atelier Marionetas de Dedo a realizar no CAP(Centro de Apoio Psicoeducacional) nos próximos dias 10 e 17 de Fevereiro. Para Animadores de Bibliotecas, Profissionais de Educação, Contadores de Histórias, Pais.

Os Blogs na Prática Pedagógica

VII Simpósio Internacional GEDEI
"Agrupar as Escolas, Diferenciar as Práticas"


A nossaproposta de Poster já foi feita e avizinha-se muuuuuuuuuito trabalho!

De regresso...

... à casa branca no meio da serra.
... ao cheiro dos pinheiros.
... ao sol que vem aquecer a tarde de inverno.
... às noites frias.
... ao céu repleto de estrelas.
... ao nevoeiro que abraça a cidade.
... ao arco-íris que me espreita quando vou à janela.
... aos ruídos do silêncio. De regresso... a esta Terra que me acolhe e que olha por mim.