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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2010

O que andamos a fazer?

Nas últimas semanas entrámos numa fase em que as crianças envolveram-se em projectos de carácter mais individual na área da expressão plástica ou construções. Vão aos livros de expressão plástica e de arte escolher o que querem fazer ou apenas tirar algumas ideias, procuram os materiais necessários ou substituem-nos por outros e concretizam o que idealizaram. Os carros, os aviões e os robots com múltiplas funções surgem diariamente e as suas funções e usabilidade são amplamente discutidas nas comunicações.

Os insectos "entraram" na nossa sala... primeiro foram as abelhas que,  por causa de uma história colaborativa de uma borboleta que espreitava numa colmeia, nos levaram a precisar de saber mais sobre elas. As borboletas, as vespas, os bichos da seda (que estão mesmo na sala), as formigas, o bicho de conta... vieram todos atrás e formámos grupos de pesquisa de acordo com os interesses de cada um.

Andamos sempre atarefados e envolvidos em tantas coisas... mas sinto que todos…

As Comunicações

Comunicar aprendizagens e descobertas tem sido um desafio colocado às crianças ao longo do ano lectivo. Tem sido bom ver como se libertam do receio de se exporem perante os outros.
As comunicações mais simples foram evoluindo para outras mais complexas e estruturadas. O meu papel de suporte afectivo, foi assumindo características mais desafiadoras e promotoras de crescente pesquisa e reflexão. Neste momento são as próprias crianças que já assumem este papel: apoiam e incentivam os mais inseguros e estimulam os outros, questionando e fazendo sugestões com pertinência.
E eu "recuo" neste campo onde já não sou tão necessária e "ataco" mais noutro. Agora estamos a tentar estar mais atentos aos aspectos "formais" das comunicações: planear o que dizemos, articular bem as palavras, falar de  forma clara e audível. Estão tão crescidos!

Ponto da situação

Tantas coisas na cabeça, a fazer tantas coisas e a tentar fazer outras tantas... é assim que ando!

Adenda:
Faz hoje 4 anos que criei o Jardim das Cores. Tantas coisas fiz desde então e tantas outras que ainda quero fazer...

Diria que é...

... uma sugestão a não perder!
Mais informações sobre o espectáculo, elenco, encenação, estreia... no Armazém de Ideias, Ilimitada

Não é preciso levar tudo tão a sério!!!

Hoje ao almoço pedimos uma garrafa de 1,5L de água. A garrafa vem e parece normal mas o conteúdo é aguardente! Entre o caricato e a gravidade da situação, o cheiro era intenso e as críticas e os risos também tiveram lugar. Um almoço regado a copos de aguardente... era lindo, era!
Está bem que há uns dias pedi para não me tirarem o copo e prato da mesa e me darem um cigarrinho (aqui) mas também não é preciso darem-me uma garrafa de aguardente!!!

Como eu os compreendo...

"Oh Rute! Podias pôr internet cá na sala?!"

Por mais programas e materiais que eu disponibilize no pc, se tivessemos internet era tudo diferente!

Vejam lá se (me) entendem

Pois, que eu tenho a tentação de me meter em projectos e mais projectos e depois lá me vejo a braços com desafios que não sei se consigo superar e tenho que me virar de qualquer jeito! Por isso, é favor de não me tirarem o prato nem o vinho e dêem-me um cigarrinho que é para ver se eu consigo fazer isto.
Pois, que não devem estar a perceber nada do que eu estou para aqui a dizer mas também não se arreliem que não tem importância. Qualquer dia pode ser que isto faça mais sentido!
Pois, que interessa saber que nem só de projectos com as crianças vivemos nós e desta feita fui eu mesma que me meti num há cerca de um mês atrás. Para já, para já, estou para aqui de volta das fotografias dos tempos de Lamego (como a do início do post e outras) para ver se me inspiro.
Pois, este post está mesmo a ficar confuso e longo e já vai tempo de terminar com esta ladainha. Resta dizer que andei a ler um livro recheado de regionalismos, que a minha voz está mais colocadinha e que tenho que ir pegar agora…

Hoje de manhã saí muito cedo

(foto daqui)
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...

Não sabia por caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e
assim quero que possa ser sempre —
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

Está tudo dito!