Avançar para o conteúdo principal

E agora?!


Este fim-de semana resgatei os meus dossiers de estágio e descobri que afinal até sou organizadinha (parece que os meus amigos têm alguma razão) e tenho tudo tudo do curso.

Ao ler as minhas reflexões e avaliações, bem como as da minha supervisora, percebi que nessa altura tinha mais capacidade crítica do que me lembrava ter e percebi quais as minhas maiores dificuldades de então, as que já superei e as que ainda mantenho ou ganhei.

Relembrei também situações que vivi no estágio e que normalmente partilho com as minhas alunas e que se encontram registadas, reflectidas e avaliadas no dossier de estágio.

Li tudo com outros olhos. Não os olhos de aluna, nem os de educadora mas sim os de supervisora. Li tudo com os olhos de quem está agora do outro lado. Do lado de quem propõe, estimula, ensina e avalia. Do lado de quem muitas vezes é visto pelos alunos como quem tem a faca e o queijo na mão e faz com que os alunos às vezes tenham a infelicidade de não passar de ano e não perceber muito bem porquê. Do lado de quem pode ficar na memória como uma referência (positiva ou negativa) que lembraremos durante toda a vida profissional.

E fiquei pensativa. Será que eu era assim boa aluna? Será que afinal a minha supervisora era menos exigente do que aquilo que recordo? Será que oriento as minhas alunas da forma mais adequada? Será que sou uma supervisora demasiado exigente? Será que devia elogiar mais as minhas alunas? Será que devia puxar-lhes mais as orelhas?

E cá fico eu a tentar perceber melhor a aluna que fui e a professora que sou e quero ser... (hummm... será que isto faz parte do que se chama professor reflexivo?!)

Comentários

Maria disse…
traz esse dossier que damos uma olhadela colectiva... ;)

bjs
Pó_d'água disse…
Sim Rute, acho que isso tudo faz parte daquilo a que chamamos "professor reflexivo"...
Uma das coisas mais importantes que aprendi com a minha supervisora foi precisamente o pôr-me em causa, o questionar-me, o reflectir! Para quê, porquê, como, quando, onde, o que será mais importante... Acho que é isso que nos torna mais conscientes e profissionais. E o melhor é que podemos aplicá-lo não só no nosso trabalho com as crianças como em tudo o que nos diga respeito.
Beijinhos
Rute disse…
MARIA, tá prometido!

PÓ_D'ÁGUA, é mesmo. E é reflectir ajuda-nos e estar mais conscientes de nós próprios e de tudo o que nos rodeia, definir o que queremos e para onde queremos ir...

Beijinhos
Muchis disse…
É sempre bom fazer esse trabalho reflexivo. Mesmo para se poder melhorar...
Beijocas

Mensagens populares deste blogue

Mãos à Obra!!!

Quando o pai da I. esteve a explicar-nos "como se fazem casas" (post anterior) ofereceu-nos um presente! Vejam só...
Os tijolos, as telhas... tudo em miniatura mas em tijolo! O "cimento", a pá de pedreiro... É o máximo, não acham? Agora só faltava pôr "MÃOS À OBRA"! Foi o que fizémos! Depois de misturar o pó com a água ficámos com cimento e começámos a construir a nossa Quinta. Sim, é uma Quinta e tem um poço e até animais.Tijolo a tijolo a nossa Quinta vai crescendo! É preciso muito trabalho de equipa porque isto da Construção Civil é trabalho pesado!E quando quisermos "mudar de casa" basta pôr esta dentro de água e ficamos com tijolos para construir outra vez! Quando a nossa Quinta estiver pronta estão convidados para uma "visita", fica combinado!

O prazer de cuidar, ver crescer, cozinhar e partilhar

Na nossa horta nós aprendemos a prever, a planear, a observar, a regar e a cuidar, a medir, a contar, a pesquisar, a partilhar, a cooperar... 



(A semear alfaces e couves com um avô.)

(Sensibilização para proteger a horta.)

(Colheita de feijão verde e outros legumes para a nossa sopa.)

 (Cabaz da nossa horta para oferecer ao nossos amigos e parceiros educativos da Junta de Freguesia)

(As batatinhas assadas que estavam uma delícia!)
E na horta há sempre muito para fazer e aprender. E é tão bom!!! (Tão bom que até nos esquecemos de fotografar.)

Coisas de Crescidos...

Temporariamente em modo de "crescida" e afastada do jardim... mas não por muito tempo! Até já.