quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Carnaval a quanto obrigas...


Depois de ter reorganizado o trabalho e a agenda, parece que tudo está mais claro... e estava aqui a pensar no carnaval (que já passou eu sei!!) e num grupo de crianças que vi em Braga...

E surgiram-me novamente tantas questões que resolvi partilhá-las com quem ainda cá passa (se é que ainda passa alguém neste jardim que olhe para as suas cores esbatidas)!!!


Num Centro Comercial em Braga "passeava" um grupo de crianças de 2/3 anos. Os meninos estavam mascarados de macacos, as meninas mascaradas de bananas e as educadoras... essas não estavam "mascaradas". Algumas crianças caminhavam com visível dificuldade...


Não consigo alcançar o que leva uma educadora de infância a fazer determinadas escolhas!! Num dia dedicado ao Carnaval em que o imperativo deveria ser "brincar, brincar, brincar"...

Porquê ir caminhar para o centro comercial.

Porquê "todos" vestidos de acordo com um tema?!

E porque é que são os meninos macacos e as meninas bananas?! (que tipo de mensagem está subjacente?!)

Se "todos" vão mascarados e se as meninas são as bananas... porque é que não havia "Educadoras bananas"?!

etc

etc

etc


Abstenho-me de fazer uma análise de "supervisora de prática pedagógica" mas fica o espaço dos comentários para troca de impressões...

6 comentários:

Sala das Fontes disse...

O único comentário que posso deixar é: por essas e por outras é que as educadoras são vistas como umas bananas!

Cidália

Glicéria Gil disse...

Totalmente de acordo convosco.
Criança sofre!
Um pouco de humor...não haviam educadoras bananas porque faltavam os macacos para as comer.:)

Pitanga disse...

Infeliz idéia das Educadoras. Os pais não deveriam ter consentido numa brincadeira de tão mau gosto.

beijos

Rute disse...

CIDÁLIA, realmente tens razão!

GLICÉRIA, um pouco de humor para descontrair também é preciso!

PITANGA, essa também é uma questão importante... o que sentiram os pais ao ver as crianças assim vestidas? Aceitaram de bom agrado? O que é certo é que as crianças desfilaram...

Enfim, pensar nas crianças é urgente e ouvi-las ainda mais!

Beijos para as 3!

Anónimo disse...

É tão urgente ouvir as crianças, como também é urgente deixar de ouvir comentários inúteis e pouco produtivos como os que aqui foram elaborados!

Cara colega (penso eu), enquanto Educadora devo dizer-lhe que só lhe fica mal julgar o trabalho dos outros sem o conhecer.

Se assistiu a este episódio, e se diz ser "supervisora de prática pedagógica", em vez de passar, observar e limitar-se a "cortar na casaca" dirigia-se às educadoras presentes e tentava perceber um pouco do que realmente ali se passava...

Ou até mesmo uma pequena conversa com as crianças poderia elucidar a sua cabecinha maldosa e perceber que "um macaco e uma banana" podem simplesmente ser "um macaco e uma banana", que tantas vezes fazem parte de histórias e jogos com que, provavelmente, estas crianças lidam diariamente.

Algum fundamento pedagógico teria de existir, e quem sabe com a partilha da experiência dos outros não aprenderia a "senhora Educadora" um pouco mais...

Em certo ponto concordo consigo quando diz que as Educadoras são umas "bananas"...Enquanto existirem Educadoras como vossa excelência a criticar de uma forma muito pouco construtiva o trabalho de colegas, vamos sempre ser uma classe de "bananas" e não de profissionais!

rute disse...

Caro(a) Anónimo(a)

Sobre o seu comentário, que faço questão que continue a constar neste espaço, apenas quero escrever-lhe que mais grave do que a opinião/situação que partilho neste espaço que me pertence, é o(a) senhor(a) escrever o que bem quer e lhe apetece, questionando a minha profissionalidade (que não sei se tem competência para o fazer) e muito comodamente assinar "anónimo"! Para quem tanto me crítica, permita-me que lhe diga que é precisamente por atitudes como as suas que alguns educadores se auto-intitulam como uma classe de bananas, como foi o seu caso. Não generalize para a classe de profissionais de Educação de Infância um caso que me parece ser tão particular como o seu.
Sendo este um espaço criado e gerido por mim, e uma vez que vivemos num estado democrático, reservo-me no direito de escrever sobre as situações que entender, respeitando o anonimato das pessoas envolvidas e a sua integridade, como tenho feito até aqui.