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Mais (do que) Experiências de Papel


O C. é mestre em construção de aviões de papel. Sabe construir dois tipos de aviões: um com foguetes e outro sem foguetes. Com a experiência anterior lembrou-se que poderia dedicar-se ao ensino da sua técnica e ofereceu-se para ensinar os colegas a construir aviões.

E assim foi. Umas crianças trabalhavam nas áreas da sala, outras trabalhavam no projecto de História de Portugal comigo e outras com o C. na construção de aviões de papel.

O C. deparou-se com dficuldades com as quais todos os educadores se deparam na sua formação/carreira, por exemplo: encontrar estratégias de ensino adequadas que permitam a aprendizagem, que dêem tempo para realizar a tarefa e em que o educador não se sobreponha à criança. Mas a facilidade de interacção entre as crianças é impressionante e gera aprendizagens únicas que o educador apenas consegue proporcionar se promover este tipo de oportunidades de aprendizagem entre as crianças.

Mas as "ideias" não ficaram por aqui pois o C. pensou proporcionar mais uma aprendizagem: "Oh Rute podiamos fazer um concurso de corrida de aviões para ver qual voa até mais longe, não podíamos?". Pois claro que podiamos e está claro que o fizemos.

Reunidas as condições (cada criança ter um avião e parar de chover) e estabelecidas as regras do concurso (estarmos em linha, não passar a marca no chão, só lançar o avião após o sinal de partida e ganha o avião que percorrer uma maior distância), deu-se início à prova com a consequente análise e discussão de distância nas diferentes provas.

Todos se divertiram, descobriram-se técnicas aprimoradas de lançamento de aviões e excelentes aviadores. Já na sala sugeri fazermos o registo (esta palavra dava outro post!) individual do Concurso. A sugestão foi aceite e realizada enquanto se falava alegremente de toda esta experiência.

Comentários

Esta é a atitude correcta em Educação. Obrigado Rute!!!
Luz

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