Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro, 2009

Quero ser... contrabandista

Sim, quero ser contrabandista. Destes que trabalham na fronteira.
Destes que "não seguem apenas objectivos pré-definidos mas que estão atentos à criação das novas possibilidades".
Destes contrabandistas que se afastam da "falácia das certezas, assumindo, em alternativa a responsabilidade de escolher, experimentar, discutir, reflectir e mudar, incidindo na organização de oportunidades em vez de perseguir ansiosamente resultados previsíveis, mantendo no seu trabalho o prazer, a capacidade de espanto e de se maravilhar".
Sim. Quero ser contrabandista. Quero ser "um experimentador, um investigador, um pensador crítico e um co-construtor de significados, de identidades e de valores".
Será que era isto que queria ser quando escolhi ser Educadora de Infância?
Talvez fosse e não sabia dizê-lo. Mas acho que o sentia. Sei que o sinto. Consigo agora dizê-lo nas palavras que não são minhas mas que dizem bem o que quero ser.
Quero ser contrabandista! Quero sê-lo na minha …

Ando a "respirar" criatividade e só agora é que descubro isto?!

2009 quase a acabar e só agora é que percebi que é o Ano Europeu da Criatividade e Inovação??!!! (Ou pelo menos não me lembro de ter acesso a esta informação)

Aqui pode ler o manifesto na íntegra e em português. Para saber mais vá aqui.
Importante:

1. Fomentar a criatividade num processo de aprendizagem ao longo da vida que conjugue a teoria e a prática.

2. Transformar as escolas e as universidades em espaços onde estudantes e professores se envolvam em actividades de pensamento criativo e de aprendizagem pela prática.

3. Transformar os locais de trabalho em espaços de aprendizagem.

4. Promover um sector cultural sólido, independente e pluralista no âmbito do qual se desenvolva o diálogo intercultural.

5. Promover a investigação científica, a fim de compreender o mundo, melhorar a qualidade de vida da população e incentivar a inovação.

6. Promover processos e instrumentos de design, bem como a resolução prática e criativa de problemas, compreender as necessidades, emoções, aspirações e capaci…

Primavera no Natal?!

Quando a criatividade impera e tem espaço para surgir... é possível haver Primavera no Natal ou simplesmente ficar a saber que há plantas que florescem no inverno como é o caso da Flor de Natal ou Estrela do Natal.

E se um tem uma ideia e a põe em prática há sempre quem queira aprender as técnicas que viram praticar e inventar outras.

E assim começou a surgir uma floreira com flores de Natal (de muitas cores porque é assim que gostamos!) que irá ficar na janela da nossa sala.


Foi uma Festa de peso!

Ou não fosse esta uma festa de elefantes!

Depois do esboço de como queriam que fosse a sua máscara, pintaram-na. Quadrados, riscas, flores, de uma só cor...


Houve também quem fizesse o esboço no computador... Preparámos a festa com todo o entusiasmo...
Recordámos a história do Elmer e as canções que tinhamos aprendido...


Fizemos as pipocas, lanchámos e brincámos com balões de todas as cores! Também construímos uma sequência numérica com os elefantes mas só agora percebi que ainda não fotografei...

Amor azul

Vi-o na Biblioteca Municipal e foi amor à primeira vista. À primeira, à segunda e à terceira... as cores, as texturas, as silhuetas e recortes...
Ai que pena os livros só estarem disponíveis para consulta na biblioteca... sei de uns quantos pares de olhinhos que iam brilhar!
Apetecia-me entrar num avião e dar um saltinho ao Japão (sim, era só uma desculpa para viajar!). Assim conhecia o país e trazia uns quantos livros para mim e para oferecer no Natal porque conheço umas quantas pessoas que não se importavam nada de os receber! lol
O autor é Katsumi Komagata e tem uma colecção fabulosa de livros para bébés e crianças. Para conhecer melhor pode também ver aquiou aqui.

A la découverte de Katsumi Komagata from Médiathèque CCRY on Vimeo.

As Ciências estão no Jardim de Infância

Uma área das ciências... - funcional; - fácil de renovar e de integrar novos materiais; - desafiadora e proporcionadora de novas aprendizagens e competências; - uma área em que as crianças, a pares ou individualmente, possam observar, experimentar, registar... Eis o que pretendo, eis o que tenho vindo a organizar com as crianças ao longo deste ano lectivo. Kindergarten-lessons.comdá mais alguns contributos para a minha reflexão (nesta e noutras áreas).

Parabéns ...

... ao Computador!!! Depois da descoberta do puzzle do bolo de aniversário todos vieram a correr cantar os parabéns e soprar a "vela"! Ficaram um pouco atrapalhados ao observar como o monitor ficou molhado e todos ficámos gratos por aquele não ser um bolo verdadeiro!!!... lol

O Sultão e os Ratos

Desta vez recorri às fotos para partilhar este projecto que teve início com a história O Sultão e os Ratos.

Primeiro, o processo de construção das figuras da história com materiais que várias crianças foram trazendo: latas, cartas, pedras, conchas, tecidos, fósforos...





Depois da maquete pronta, recontámos a história e tirámos fotografias. Aqui fica a história contada por todos e que vai ser também feita em formato de livro.





O ritmo

O ritmo de trabalho está longe da abrandar. Aliás, as passadas são cada vez maiores, não há tempo para parar um pouco e já não sei muito bem quem vai à frente de quem... As reuniões sucedem-se, as horas de trabalho acumulam-se, as crianças entusiasmam-se com os planos que elaboram e haja força física, mental, emocional e outra que tal, para continuar!
Nas últimas semanas descobrimos a diferença entre os sapos e as rãs e fizemos um "espectáculo" para as crianças das outras salas. A história "O Sultão e os Ratos" fez também crescer a vontade de construir os personagens da história com materiais recicláveis e de elaborar um livro com as nossas imagens e história.

Já na sexta-feira o Elmer entrou por acaso na nossa sala e com ele veio a vontade de fazer uma festa do Elmer. Para isso é preciso que todos tenham uma máscara de elefante pintada a gosto por cada um: riscas, corações, bolas, cores e mais cores... sem esquecer o cinzento! Uff... já estou cansada só de escrever!!…

Desabafos à saída do JI

ilustração: Carla Pott
Todos vestem os casacos e pegam nas mochilas. Uns debatem-se ainda com os botões das batas ou os atacadores dos sapatos.
A M. está junto ao seu cabide e enquanto pega na mochila vai murmurando: - "Mas como é que os pais fazem isto?! Não percebo como é que os pais fazem isto..."
Fiquei curiosa com este murmurar... Perguntei-lhe a que se referia e ela respondeu: - "Não consigo perceber como é que os pais vão embora e chegam tão depressa!"
E não pude deixar de concordar com ela pois também eu tenho essa sensação! E disse-lhe: - "Pois é M., estamos tão entretidos que nem damos por o tempo passar e apetecia-nos ficar cá mais tempo..."
Ela olhou para mim enquanto eu a ajudava com a mochila, sorriu e disse: - "Pois é!!"
E lá fomos ao encontro dos pais ainda envoltos nesta magia que se chama envolvimento.

A Educação de Infância nos anos 60

Um documentário que mostra um dia num jardim de infância em Montreal, no ano de 1962. A acção da educadora e das crianças são um convite à reflexão sobre o nosso papel na educação e o percurso que a educação de infância tem feito ao longo das últimas décadas.



No site da NBFpode-se ver mais documentários e filmes de animação que vale a pena explorar.

Este post também foi publicado no Jardins Saudáveis

Não sabia que era assim tão difícil...

imagem daqui
Ter internet e telefone em casa é mais difícil do que imaginei. Após quase um mês e meio da demonstração do meu interesse por determindada operadora, as cartas, telefonemas, mails, sms sucedem-se e há sempre este ou aquele problema ou ainda outro qualquer acabadinho de inventar. Mas desconfio que o real problema ainda está para vir... quando eu me fartar desta troca de correspondência e a minha paciência se esgotar, lá para o final da semana, e já não quiser os serviços que tão atenciosamente não me têm prestado.

Isto tudo só para desabafar e explicar a ausência de posts neste jardim. É que para além da restrição de acesso à internet, a vontade de postar vai faltando devido ao acumular de situações que gostaria de partilhar e reflectir. Quando estiver reorganizada partilho o que temos andado a fazer.

Projectos Individuais II

Várias crianças começaram a fazer os seus próprios fantoches tentando seguir a "técnica" da A e da S. e, como a autonomia começa a imperar cada vez com mais ênfase, vão buscar os materiais e colocam mãos à obra apenas solicitando a minha ajuda quando precisam "mesmo".

Por outro lado, ser o único adulto numa turma com 25 crianças leva a que os olhos, mãos, ouvidos e todo o educador em si, não consiga imprimir a qualidade que desejaria e necessitaria num contexto de educação pré-escolar (mas esta era uma outra longa conversa!).

O que importa é que chega o momento de arrumar e o T. dirige-se para a estante dos livros (o fantocheiro improvisado) e diz-me que quando todos se sentarem ele vai contar uma história com o fantoche que fez. E na mão, muito bem coladinho na palma da mão, está o seu fantoche!

Por entre um sorriso meu e o seu delicioso ar de contentamento, lá lhe tentei mostrar e explicar as desvantagens de os fantoches estarem colados à mão.