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Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2006

Projecto Kandinsky

A mãe da J. é figurinista, "desenha a roupa para o teatro". Lembramo-nos que ela podia mostrar-nos como desenha os figurinos.

A mãe aceitou o convite e veio à nossa sala de jardim de infância. Primeiro desenhou a carvão e depois pintou com os lápis de aguarela.


Foi divertido ver nascer uma boneca e dar-lhe cor. A J. estava radiante e as crianças fascinadas. No dia seguinte, como não tinhamos lápis de aguarela pintaram a aguarela.

Narrativas orais e ilustrações especiais

Actualmente os grupos organizados de contadores de histórias tentam manter viva a tradição oral dos contos. Ouvir aguns desses contadores é fascinante! Vimos nascer dentro de nós imagens que ganham cor, densidade, cheiro... Por outro lado, a oferta de livros para crianças é cada vez maior. Livros com ilustrações variadas, interessantes e com qualidade gráfica e artística. Esses livros transportam-nos para mundos em que a história das letras e das imagens se intercruzam, revelando aos nossos sentidos personagens e locais fantásticos. E agora?! Narrativas orais ou narrativas escritas? Na minha opinião o melhor é provar umas e outras, voltar a prová-las novamente e.... não consigo decidir! O melhor é mesmo continuar a provar!... Quais são as vossas preferidas?

Mais Contos!

Ontem, dia 28 de Maio, estive no Centro Cultural de Belém no Oficina Contos de nunca acabar. Já tinha visto na Fnac alguns livros da editora espanhola OQO e agora fiquei a conhecer outros tantos, em português e em espanhol. Belos contos russos, turcos, brasileiros, árabes... magnificamente ilustrados com técnicas plásticas variadas (óleo, aguarela, guache, colagem...). Lá fiquei eu apaixonada pelo... Quiquiriquiqui Mister Corvo O Sultão e os ratos O segredo do rei curro Pedra, pau e palha A bruxa regañadentes

Tenho a cabeça cheia de Contos!...

No dia 24, 25 e 26 de Maio passei os finais de tarde e inícios de noite na Biblioteca Municipal de Oeiras na formação Por dentro de mim, a busca do narrador que temos cá dentro. Foi bom estar com tantos Contadores de Histórias e descobrir o caminho que ainda tenho de percorrer no mundo das narrativas orais. Descobri alguns trilhos novos, encontrei algumas pedras pelo caminho, superei o meu medo de contar para adultos e fiquei com a certeza de que as crianças são o meu auditório preferido. Fecho os olhos e vejo... reis, rainhas, meninas, sapos, preguiças, marrequinhos...

Como verdadeiros Kandinskys!

Na nossa sala de jardim de infância a pintura é uma actividade que as crianças podem escolher diária e livremente. Com o projecto Kandinsky esta actividade assumiu outro significado.

Descobrimos que o Kandinsky antes de pintar os seus quadros desenhava a carvão o que queria fazer (esboço). Por isso, decidimos ir para o nosso recreio, escolhemos o que gostávamos de pintar e desenhámos a lápis de carvão o baloiço, o escorrega, as casas, as árvores, a porta...


Depois olhámos para o nosso esboço e pintámos com pincel e tintas.



Verdadeiros Kandinskys não?!

Audácia de Criança...

Estava sentado no chão, pernas cruzadas, braços junto às pernas e em silêncio (quieto e calado na roda de meninos?! Coisa rara...). Foi a sua vez de vir junto de mim realizar a avaliação das actividades que havia feito (depois posso explicar como fazemos). Começo a ouvir: "Ó Rute, o B. tem um brinquedo de casa na mão!" (não era suposto isso acontecer neste momento...). "Não tenho..." (responde o B.). As outras crianças continuavam e pedi-lhes silêncio (compactuaram comigo). O B. chegou junto a mim (brinquedo na mão direita atrás das costas). Pega na caneta com a mão esquerda (costuma pegar com a direita...). "É melhor segurares a folha enquanto escreves. Para ela não fugir..." (eu a tentar desmascará-lo...). Com a audácia e perspicácia (de uma criança de 3 anos?!) deixa o brinquedo deslizar entre o seu braço e o corpo libertando a mão direita para segurar o papel (e eu impressionada...). Depois de "escrever" (e com a mesma audácia e perspicácia anterio…

Kandinsky e as Crianças

O projecto Kandinsky que estamos a realizar na sala nasceu a partir de um livro existente na nossa biblioteca. Depois de as crianças espontâneamente referirem qual o seu quadro preferido e de o comunicarem aos colegas, comparámos esses quadros e descobrimos que o Kandinsky nem sempre pintou da mesma forma.
"As pinturas do Kandisnky eram bonitas. Percebiam-se o que eram. Usava muitas cores. Ele gostava de pintar casas, árvores, chuva, nuvens, a sala de jantar, combóios, senhoras... As pinturas pareciam que ficavam borradas."

"As pinturas dele foram ficando riscos, não se percebia quase nada. Parecem pinturas de bebés, de crianças pequenas que fazem riscos."

"Ele também usava circulos, quadrados, ractangulos, triangulos e riscos."Vamos continuar a descobrir mais coisas sobre este pintor e... ideias não faltam!

Pequenos Agricultores

No nosso jardim de infância temos uma pequena horta. No início do ano lectivo o avô de uma criança foi ensinar-nos como se trata de uma horta e juntos semeámos favas e ervilhas.

Ao longo dos meses fomos acompanhando o evoluir da nossa horta: a surgir dos primeiros rebentinhos, o crescer das folhas e das flores da fava e da ervilha, o aparecimento e crescimento das favas (as ervilhas não resistiram) e finalmente a colheita das mesmas.

Cada criança levou favas para casa e na nossa sala descascámos algumas para secar e para o próximo ano voltar a semear.

Biblioteca para Criancas ou Biblioteca das Crianças?!

Hoje estive na secção infantil da Biblioteca Municipal de Oeiras. Há já algum tempo que não ía passear pelas prateleiras e ver as novidades para ler às minhas crianças de jardim de infância e, por isso, encontrei alguns títulos que me despertaram o interesse. Estava eu, adulta de quase trinta anos e 1m 70cm de altura, junto a uma prateleira, sentada no chão, a folhear o livro Xico (da editora Kalandraca) quando uma criança de 7 ou 8 anos veio ter comigo e disse: "estás a ler esse livro? Desse vais gostar de certeza. É bom". E eu respondi-lhe: "Ainda bem que me dizes isso. Eu sou educadora de infância e estou a escolher um livro para amanhã ler às minhas crianças." A criança levantou-se, dirigiu-se à prateleira seguinte e voltou com outro livro. "Leva este. Este é dos patinhos e quando se abre saiem as coisas." - disse a menina mostrando-me um livro a 3 dimensões, reconhecidamente destinado a crianças mais novas. Olhei o livro e vendo que estava rasgado, re…

À conversa com André Letria

Na Feira do Livro, da parte da tarde, também esteve connosco o ilustrador André Letria e vimos nascer, das suas canetas mágicas, animais fantásticos com cabeça de leão, pescoço de cobra e corpo de cão. As crianças estavam entusiasmadas e conversaram com o ilustrador, mostraram-lhe a pintura colectiva sobre o livro "O Capuchinho Cinzento" e, claro, também quiseram o seu autógrafo. Obrigado André Letria por nos ensinar o que faz um ilustrador.

Obrigado Matilde Rosa Araújo

A Matilde Rosa Araújo esteve na Feira do Livro do Jardim de Infância onde trabalho. As crianças ansiavam por conhecer a senhora que tinha escrito a história que eles tanto gostavam ("O Capuchinho Cinzento") e apenas sabendo que ela tinha nascido em 1921 eis como a imaginaram: "já é avó, tem óculos, tem cabelo branco ou cinzento, tem bengala, tem mãos murchas, tem unhas pintadas e olhos pintados, gosta de escrever e achamos que é professora de adultos (ensina a escrever livros)". Quando a Matilde chegou junto de nós bateram palmas e gritaram "Matilde! Matilde!". A descrição que haviam feito da escritora estava muito perto da realidade. A simpatia irradiava da oitencenária senhora que simpáticamente se havia deslocado ao nosso espaço. Cantaram-se canções adaptadas aos seus poemas, leu-se poesia, fizeram-se perguntas que foram respondidas com toda a atenção e também a poetisa nos brindou com a leitura de uma obra sua e com o seu autógrafo. Ainda tive tempo par…

A Arte de André Letria e de Kandinsky

As crianças entrecruzam conhecimentos e vivências de diferentes contextos, construindo a sua visão do mundo. São sensíveis à Arte, de uma forma muito peculiar, são sinceras e criativas na sua forma de se expressar. Nestes últimos dias temos estado a preparar uma recepção ao ilustrador André Letria que vem ao nosso jardim de infância amanhã dia 5 de Maio e, simultâneamente, estamos a iniciar um projecto sobre o pintor Kandinsky. As crianças conhecem o livro "O Capuchinho Cinzento" ilustrado pelo André Letria e também conhecem alguns quadros de Kandinsky que estão num livro da biblioteca da nossa sala. Desta forma, ao reflectirem sobre como seria o André Letria, uma criança referiu: "O André Letria gosta de pintar como o Kandinsky". As outras crianças concordaram mas... "o Kandinsky pinta quadros e o André Letria pinta livros", acrescentou uma outra. Não sei se existe alguma ligação entre a forma de pintar de ambos, deixo isso para os especialistas na matéria.…

As nossas plantas cresceram!

Desenvolveram-se cada uma a seu ritmo... Umas mais depressa outras mais lentamente, umas ficaram mais altas, outras têm mais folhas... mas cada uma recebeu o carinho que um filho tem pela sua mãe.

O que um jogo de computador pode fazer...

Quando uma criança de 3 anos, no meio de uma conversa em grupo sobre aviões, nos diz "amanhã vou ao aeroporto, vou andar de avião", expressa-nos a sua vontade de explorar o desconhecido pois é uma realidade que, neste caso, não conhece. Mas quando a mesma criança continua dizendo "o avião vai explodir e vão morrer todos!"... acreditem, é de ficar aterrorizado... Que vivência tem esta criança para tecer tamanho comentário com tão aparente normalidade?! Ao tentar compreender o porquê desta afirmação, a criança explica que é o que acontece no jogo de computador que joga com o irmão (de 7 anos). E continua a descrever o "seu" conhecimento sobre os aviões: "pôe-se a escada para as pessoas subirem para o avião e as pessoas caiem todas"; "um pássaro vai contra o avião e o avião explode". As outras crianças estavam perplexas com o discurso do colega, que é raro fazer intervenções em grande grupo. O que fazer?! Descrevi a minha viagem de avião n…